Relato Completo

Relato da Expedição Realizada no Rio Sekong e seus Afluentes

Objetivo da Expedição: analisar a relação do povo com a água na bacia do rio Sekong o maior afluente do rio Mekong e documentar técnicas, hábitos e conhecimentos locais de interação harmonica com a natureza.

Preparativos

Os preparativos começaram em Bangkok, na Tailândia onde parte dos membros que iriam compor a expedição se encontraram. As últimas coordenadas foram passadas pela IUCN, organização internacional pela conservação da natureza que vem expandindo sua interação com esse rio. Um dos objetivos maiores da expedição foi justamente entender mais da relação do povo que habita a região da bacia hidrografica do Sekong para fortalecer a atuação desta organização.

Iniciamos a viajem para a fronteira do Laos e no segundo dia de manha ja estavamos entrando no pais rumo a Pakse para encontrar os outros membros que iriam compor a expedição. Ao chegar em Pakse fomos ao escritorio da ONG local que iria nos dar apoio com algumas informações e logisticas. Ainda em Pakse encontramos o nosso motorista (sabio morador local) com seu carro 4×4 e o tradutor, um jovem que trabalha com ONGs de defesa do meio ambiente e é grande conhecedor da cultura de seu pais.

Então como membros da expedição eramos: Paulo de Lucca e Mariana Mattos membros do Instituto EcoVIda e do Projeto The Eco-Solution Expedition; Eklavya Prassad, coordenador da rede MPA da India; Alessandra membra da IUCN; Butter nosso tradudor especialista em Gestão Ambiental e o nosso motorista, Focar, velho conhecedor das tradições locais e da região.


Partimos para a cidade com o mesmo nome do rio Sekong. Por lá ficamos hospedados por alguns dias fazendo as visitas as pequenas vilas e estabelecendo contato com o povo que ali vive e com o rio propriamente dito.

Um pouco do Contexto e historia do Laos

Antes de prosseguir, vale contar um pouco da historia do Laos para que possamos entender melhor o que vem acontecendo…. O Laos era um país regido por um monarca até o período da guerra do Vietinan cerca 45 anos atras. Era um rei no minimo diferente dos que conhecemos nas historias… Ele era extremamente pacifico e tinha como principal hobby o cultivo de vegetais e jardins que disponibilizava para a população. Nos encontros com outros reis e presidentes sempre perguntava: Que plantas seu pais tem? Tem alguma semente ai pra trocar? Era um ambientalista por natureza.

Com o inicio da guerra, quase toda a população do pais se retirou para cavernas, assim como grande parte da familia real, já que os Estados Unidos iniciaram um bombardeo constante ao Laos. Porque? Sem razão política alguma, simplesmente por que era muito perigoso pousar os aviões com as bombas que não foram lançadas no Vietna. O Laos, sendo um país pacifico, recebeu cerca de uma bomba a cada 8 minutos durante 9 anos…era o buraco negro das bombas….O que nos faz refletir muito sobre a industria belica… Por que fabricar tantas bombas assim?

Pelo fato do rei, com sua tradição budista, manter uma posição pacifica e neutra em relação a guerra, optando por continuar suas atividades corriqueiras, membros da familia real influenciados e apoiados por membros comunistas do Vietna, tomaram o governo em um golpe de estado e mandaram o rei pro exilo. Esses membros que tomaram o poder do Laos viviam há 9 anos em cavernas devido aos bombardeios e, antes da guerra, haviam estudado na frança com importantes cabeças do movimento revolucionário comunista… O rei foi exilado sob o pretexto de ferias no campo e ninguém nunca mais ouviu falar dele.

Desde então o pais é oficialmente e politicamente comunista, mas economicamente capitalista.

Ou seja, não há liberdade de expressão ou espaço para qualquer tipo de questionamento sobre o governo ou explorações economicas. Isso ainda é reforçado pela cultura de aceitação pacifica da realidade como se é, pela crença budista em todo o pais.

E é ai que começamos a entender tudo o que está acontecendo por aqui hoje em dia: uma intensa exploração dos recursos naturais e humanos por outros países, principalmente China e Vietnam, de maneira desrespeitosa e devastadora.

Bom entendendo melhor esse contexto voltamos agora para a nossa expedição e vejamos um pouco da beleza desse povo que apesar de sofrer até hoje devido a guerra e as bombas ainda ativas e presentes no solo, é um povo que sorri a todo tempo, que cumprimenta sempre dizendo Sabai Di ( Tranquilo?) e que não guarda magoa ou rancor. Por aqui “a paz ainda reina”!

Exploração Madeireiras

O Laos é um país tropical com densas florestas e elevada biodiversidade. Sua cobertura vegetal ainda é significativa, mas com a abertura do país para atividades economicas com intervenções agressivas de outros paises, a situação socio-ambiental vem ficando cada dia mais triste e preocupante como veremos ao longo desse relato.


Ao chegarmos ao rio Sekong em sua parte média, observamos a industria madeireira em pleno vapor. Árvores enormes sendo retiradas indiscriminadamente da mata e levadas por caminhões, principalmente para o Vietnam. Nessa área a floresta já estava bastante danificada e os remanescentes eram poucos e espaçados. Foi triste saber que a legislação ambiental do país ainda é muito precária e, não existindo nenhuma espécie protegida, ou incentivos para manejo da floresta de pé. O que faz refletir que o Brasil realmente tem uma boa legislação ambiental, por mais que muitas vezes seja ignorada.

Os mercados do Laos

Os itens que mais nos impressiona nos mercados do Laos são a diversidade de animais para consumo. Apesar de ser um pais budista, sua crença ve o consumo de animais como algo natural. Ouvimos que há um ditado que tudo que voa, nada e rasteja se come. Assim, vimos sapos, inguas, lagarto Tiu, raposas, cachorro, insetos, alem dos tradicionais galinhas, peixes e porcos. Os cachorros são mais consumidos pelos vietnamitas que ate os importa do Laos.

Passando dessa parte um tanto horripilante, encontramos uma variedade muito saborosa de frutas tropicais, como as que encontramos na Amazonia e outras mais: pitaia (dragon fruit), rambutan, mangustin, mexirica, caqui, banana, abacate, mamao, melão, melancia, dorian…

Alem dos legumes e ervas que enchem os olhos de cores!! Milhos crioulo (branco), batata doce, brotos de bambu, capim limao e diversos outros que não sabemos nem o nome.

Os artesanatos e cestarias (de bambu!) são maravilhosos e presentes em utensilios para culinaria (cozinhar no vapor, guardar e servir o arroz), armadilhas de peixe, mesas…

E a globalização com suas empresas multinacionais conhecidas infelizmente chegaram com muita força e dominam todos os pequenos mercadinhos e mercadões, com seus pequenos saches de xampu e amaciante Unilever e, segundo moradores, esses pequenos comercios vem substituindo varias atividades economicas tradicionais.

O bambu: a arte de cada dia

Logo que saímos do campo de madeireiras chegamos a uma comunidade localizada bem a margem do Sekong. É muito interessante notar a relação de todo o Laos com o Bambu, pelo menos 90% das casas no meio rural são de bambu ou utilizam o bambu em seus artesanatos e utensilios de pesca, oferendas espirituais, culinaria… Diversos, inúmeros, incontáveis instrumentos são feitos de bambu, a todo tempo se descobre algo novo de bambu.

Para a construção eles fazem um tipo de esteira plana com o bambu aberto que utilizam para as paredes. Ao chegar ali na comunidade ficamos por algum tempo com uma senhora que fazia uma esteira dessas, como atividade de geração de renda… Ela vende por cerca de U$6 a parede e começou a fazer pois o marido morreu e ela teve que desenvolver algo para sustento da família. Foi muito lindo ver a habilidade dessa senhora. E alem das esteiras de parede feitas de bambu, há também esteiras coloridas e mais detalhadas no desenho feitas de sacos de arroz. Muitas casas são de madeira também, muito poucas usam terra. As casas são elevadas do nivel do chão, quase como se fosse uma população ribeirinha em terra firme. E a parte abaixo das casas é usada para abrigar os animais ou fazerem seus artesanatos.

Durante algum tempo conversamos sobre a relação daquela comunidade com a água e com o rio, o uso da água… A captação de água de chuva é algo presente na maioria das casas e a vemos a todo tempo feitas de maneira bem simples e diversas por aqui chover intensamente grande parte do ano pelo clima tropical…. Apesar da água ser abundante nos rios, as comunidades dão preferencia para usar a agua da chuva para beber por considerarem mais limpa. A agua do rio é usada após fervida para cozinhar, e para banho e limpeza da casa. Os sistemas de distribuição por cano ainda são poucos frequentes, mas a cada dia estão aumentando.

O contato direto com o rio

Logo chegamos ao rio Sekong, pela primeira vez em contato direto com esse incrivel rio…..grande, imponente, cercado de matas, nesse ponto com pedras que o faziam encachoeirar levemente. Por ali ficamos um tempo observando canoas de pescadores irem e virem. Crianças indo se banhar após a aula, lavando seu uniforme por conta própria, algumas tão pequeninas e já tão independentes, brincando ali na margem. Momentos depois chegou um barco com 2 pescadores que desceram com um enorme peixe, chamado de cat-fish (Peixe-Gato), um peixe bem caro e famoso…

Ouvimos que no rio Mekong, cujo nome significa a Grande Mãe, há uma historia sobre o Gigante Peixe-Gato que pesa em torno de 200 kg.

Após um tempo, embarcamos em um pequena embarcação rio acima…. uma viajem gostosa, percebendo a vegetação, a enormidade de tudo, o brilho, o bambu, o nativo, a existência. Desembarcamos numa comunidade e logo de cara vimos algumas madeiras em forma de dormentes cortadas na beira do rio, recém tiradas de dentro da água onde ficaram tratando-se por um tempo, estavam com o tipico cheiro de madeira tratada na água bem similar ao bambu que tratamos na água no Brasil também.

Pesca, água e floresta Sagrada

Ao chegar na comunidade observamos uma sinalização referente ao um projeto da WWF que falava sobre algumas proibições de práticas de pesca naquele rio. No Laos qualquer pessoa pode pescar o quanto quiser, havendo regulação apenas sobre as técnicas de pesca. Nosso tradutor explicou algumas delas como: uso de bombas, venenos e choque elétrico. Ouvimos em outra vila que por um tempo se jogava veneno nas aguas para matar os peixes e pega-los mais adiante no rio, mas que agora a regulação esta mais intensa e não se pratica mais isso. Descobrimos que essas práticas de pesca causaram uma diminuição de indivíduos de peixe no rio numa região com elevada biodiversidade aquatica, motivo pelo qual esse projeto está tentando conscientizar a população sobre os riscos dessas práticas.

Iniciamos uma conversa debaixo de uma pequena casa na vila, onde encontramos alguns homens e mulheres fumando um tabaco local. Os homens enrolavam grande charutos em folhas de bananeira e a mulher fumavam em um Boeing de bambu (um grande cachimbo). Por ali enrolamos um charuto com folha de bananeira para interagir e experimentar…


Enquanto davamos alguma baforadas conversamos sobre uma floresta sagrada que a comunidade preservava por ali… Foi muito interessante descobrir a relação dessas e de outras comunidades com as florestas. Em diversas comunidades eles cultuam o espirito da floresta e tem grande áreas preservadas por serem a morada deles. Muitos já nem lembram mais do motivo por que são sagradas…simplesmente a respeitam e percebem a abundancia do rio como um indicio da felicidade dos espiritos da floresta… Pra nós é um grande exemplo de Zona 5 – termo usado na permacultura ou unidade de conservação… mas de uma forma bem natural. Essa é uma tradição que vem da enorme quantidade de tribos e etinias existente no país. Não foi necessário nenhuma pessoa, orgão, governo, decretar que aquela área é preservada… as próprias comunidades por conta própria já o fazem vendo a sagrada conexão de tudo, o que legitima mais do que qualquer cartório.

Nessa comunidade especificamente umas das reposta pela sacralidade da Floresta foi: “Simplesmente por que a floresta é quem gera a água pra gente, pro rio…” arrepios…

Pudemos chegar na borda dessa floresta já que a comunidade não permite a entrada de gente ou animais de criação, nem a extração de nada, nem cogumelo, da floresta… Nela fazem um ritual de tempos em tempo ao espíritos da floresta.

No Laos, os espiritos (Phi) estão por toda parte. Ha os espíritos de cada casa, de cada barco, dos animais, das florestas, das aguas… e à todos eles são feito oferenda de alimentos, fumo, incensos e orações. Essa cultura animalista de culto a natureza e aos espíritos coexiste com o Budismo e é vista em cada casa ou comercio por onde passamos.

Numa vila próxima a Atapul, pudemos adentrar em sua floresta sagrada que é preservada e adorada. A floresta é muito antiga e possui árvores muito grandes e frondosas. Tal área se situa nas margens do rio Sekong e é um dos locais onde os moradores se reúnem para assistir a famosa corrida de barco. Um morador nos contou que em 1969, o governo autorizou que pessoas de outra localidade viessem cortar a madeira dessa floresta para a construção de uma escola. Segundo ele, todos as pessoas envolvidas no corte morreram. Isto interrompeu a extração de madeira reforçou o respeito e cuidado a essa floresta.

A exploração de ouro e areia: rio e pessoas doentes

Na primeira comunidade visitada no segundo dia da expedição, acompanhamos a construção cheia de detalhes e cuidado de uma bandeja de bambu com diversos compartimentos para as oferendas aos espiritos da floresta. Essa bandeja foi feita por um senhor que tambem é muito procurado e conhecido por ter a sabedoria de ler a sorte das pessoas.

Alem disso, esse senhor esta guardando a maquina de extração de ouro feita por comerciantes chineses no rio Sekong. A exploração esta temporariamente interrompida pela degradação que estava causando com sua indiscriminada exploração, com uma ausência de legislação reguladora. Alem da poluição do rio que tem aguas cada dia mais turvas, e do mercúrio usado que envenena a agua, os peixes e as pessoas, a extração tambem prejudicou as plantações de chili que eram feitas as margens do rio. Com o impedimento desse barcos exploradores no rio Sekong agora eles estavam adentrando nos afluentes.

No relato deste mesmo senhor, ficamos sabendo que uma nova doença de pele começou a se manifestar na região, coincidindo com o período de exploração de ouro.

Mais adiante no rio, encontramos também uma empresa fazendo extração de areia. Um estrutura bem rudimentar semelhante aos barcos exploradores de ouro…O processo de extração de areia também traz um impacto direto no rio já que revira o seu leito sugando a areia e revirando o barro que se dissolve na água e aumenta a turbidez da água.

Por vezes voltamos ao passado e sentimos num pais ainda colônia com atividades rústicas de extração de recursos primários… Vi como era no Brasil algumas décadas atras e percebi também como as nossas leis e políticas criam manobras para continuar fazendo o mesmo disfarçadamente, inventando até nomes como progresso, tecnologia e desenvolvimento como pretexto exploratório. Penso também na riqueza da floresta, dos rios, da cultura e se essa riqueza fosse valorizada e vista como forma de “progresso” diversos produtos feitos no dia a dia e o desenvolvimento de produtos florestais não madeireiros poderiam gerar um riqueza monetária muito maior e constante.

Ouvimos relatos de moradores que após a exploração do ouro e da areia no rio, os peixes diminuiram muito, pois, segundo eles “a agua ficou muito turva e eles já não conseguem enxergar o caminho ate aqui”.

Corrida de barco: tradição e budismo

Uma das grandes tradições nos rios de todo o Laos é a corrida de barcos que acontece na Lua Cheia, sendo parte das celebrações relacionada ao calendário budista, na lua cheia em que Buda se iluminou.

Cada vila tem seu barco e remadores que competem em um clima de muita alegria e regada a muita cerveja nacional, a Beer Lao.

Seringal uma monocultura milionária com mão de obra infantil

Ao chegar na cidade de Atapul umas das primeiras coisas que nos impressionou foi a enorme quantidade de construções de grande porte em uma cidade que não havia turismo. Um dos primeiros locais que paramos foi um hotel extremamente luxuoso e incrivelmente grande. Logo ficamos sabendo que o hotel era do dono da plantação de seringa, que tambem era Vietinamita. A concessão daquelas terras pelo governo do Laos se deu em troca pela construção de estádios esportivos. Percebemos então o poder que a borracha, planta trazida do Brasil para a Asia, exercia ali naquela região.

Após chegar nas plantações da seringa constatamos que era uma monocultura extensiva com utilização de gotejamento em áreas enormes que originalmente eram florestas. As plantações usam uma quantidade enorme de fertilizantes quimicos e herbicidas, impedindo que qualquer outra espécie de vida coexista e formando uma grande quantidade de pequenos córregos contaminados.

Vimos também diversos alojamentos ao longo da margem da estrada que servia de casa para os trabalhadores. Ao conversar com uma trabalhadora descobrimos que a jornada de trabalho começa as 2 da madrugada indo até as 5 horas e depois das 8 até 11 horas da manha. Como o ganho é por arvore, as familias envolvem as crianças com conhecimento da empresa, que com 8 anos de idade trabalham principalmente na aplicação de adubos químicos.

Certo incomodo sempre nasce quando ficamos sabendo que há trabalho infantil. Pelo fato da nossa infância ser um momento tão rico e importante, que guarda memória de muita brincadeira e momentos tão especiais. Ficamos a imaginar como pode ser uma infância de trabalho… qual o motivo disso? O dinheiro? Quanto vale uma infância? Pelo mesmo motivo os produtos chineses são tão baratos no mercado… uma familia carente envolve seus filhos vendo este como único possível caminho, enquanto uma criança pouco reclama sobre seus direitos e pouco sabe do valor justo de seu trabalho… Qualquer trocado serve.

Arroz de todo dia-a-dia

No Laos se come arroz no café da manha, almoço e jantar. Arroz no vapor, arroz doce com leite de coco, stiky rice, arroz no bambu (claro!), arroz com queijo, arroz com arroz!

Vemos arrozais por todos os lados e camponeses com seus tipicos chapeus de palha!

Em conversa com uma moradora vizinha do Seringal, ela nos relatou que desde o inicio da exploração das terras, a produtividade de seu arroz caiu demais. Alem da devastação da floresta, é feito uma cova profunda, de 2m de fundura e largura, para impedir que animais se aproximem das seringueiras. Segundo essa camponesa, isso impede que os nutrientes da floresta cheguem ate suas terras, os quais antes eram trazidos pelas chuvas.

Alem do arroz, vimos diversas plantações de café, cultivados por entre chuchus e bananas.

Muito do café cultivado na região do Boulevar Plato é orgânico, de alta qualidade e comercializado sob as regras do Comercio Justo, sendo por isso também uma das atrações turísticas da região

4 mil ilhas

Após cinco dias na região do rio Sekong, descemos ate uma região do rio Mekong, onde se formam 4 mil ilhas, num volume surpreendente de água.

Nas ilhas, as habitações são a margem do rio, sendo muitas delas sobre o rio, em palafitas. E com boas redes para descanso assim como em boa parte das casas pelo Laos.

De junho a outubro é o período das grandes chuvas, o que nos deixa literalmente cercado de agua por todos os lados e com chuvas a todo momento.

O rio é o principal meio de transporte, havendo moto e bicicleta também dentro da ilha.

A pesca é sempre vista como uma atividade muito tradicional por aqui. E sustenta boa parte dos cardápios nos restaurantes.

O Laos abriu sua fronteira a pouco mais de 12 anos e aqui nas 4 mil ilhas o turismo já é uma das principais atividades economicas e na alta temporada há um grande número de turistas de todo o mundo.

Continuamos nossa expedição com diversos aprendizados e partilhas.

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